quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sem

Estive catando os meus retalhos e poderia escrever as letras mais tristes de uma noite quente.

Há tempos de vento e lua que me deixam assim, contando os passos, com pensamentos vagos e olhos fixos.

Eu escuto a imensidão de mim mesma, a intensidade de uma alma ardente.

Cai o verso, cai o corpo, cai o canto.

Uma queda de abismo, um vôo de sorriso, um mapa no deserto.

Não me escondo, deixo aberto.

Uma liberdade arrastada, que rasga um vazio cheio de nada.

Como música distante, como estrelas por perto.

Já não caminho,já não alinho, já não me acerto.

Eu fugi de mim para chegar em mim.

Eu fugi de mim para me encontrar.

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